E é quando eu inspiro de olhos fechados que você me vem à mente. Me pego lembrando alguns dos nossos momentos mais maravilhosos, como a primeira vez que a gente se beijou, quando eu soube dos teus sentimentos ou do teu aniversário. Lembro-me também de momentos pequenos, mas compostos de uma beleza tão incomum aos meus olhos, que se tornaram inesquecíveis, como aquele dia no banco, a primeira vez que dissemos que nos amávamos e, talvez o momento que mais me faz sorrir até hoje, o dia em que a gente terminou e voltou, que eu estava deitada no teu colo, no parque da cidade. Eu fui atingida por uma paz tão grande aquele dia, e foi nesse momento que eu sabia que o meu lugar era ali, ao teu lado.
Mas eu não vou falar dos nossos momentos, sei que eles estão vivos na sua mente, e que você deve se lembrar de alguns melhor que eu. Eu vim falar sobre a falta que você me faz quando estamos longe. Sobre como eu anseio em ficar do teu lado, nem que seja pra ficar te olhando enquanto você conversa com teu melhor amigo. E em como essa falta diminui cada vez que eu leio um “Paulo ligando” no visor do meu celular e de como eu sou capaz de largar qualquer coisa, inclusive um filme do Vin Diesel, apenas pra escutar você falando qualquer coisa que vier na sua mente, ou apenas pra escutar a tua respiração. A propósito, uma das coisas que eu mais fico encantada quando estamos no telefone é a sua risada. Cada vez que você a dá, a saudade diminui um pouquinho, apenas para aumentar ainda mais quando eu desligo o telefone. Quando dá meia noite e meia, uma hora, eu começo a ficar inquieta, seja por não ter com quem comentar um episódio de friends, por não ter ninguém pra falar do jogo de futebol comigo ou por eu não saber o que está passando na sua tão amada multishow. HAHAHA
E por falar em falta, uma coisa que eu percebo muito quando estamos longe, é que o meu corpo pede por você. Eu fico extremamente sensível, qualquer toque desconhecido me deixa extremamente irritada e acredite, eu fico muito mal humorada longe de ti. Aí eu falo contigo, fico uma fofa, sorrindo a toa. Até que eu percebo que quando abrir meus olhos, você não vai estar lá, segurando minha mão ou olhando para mim, tentando entender algo que eu acho que é óbvio.
Eu não sei o quanto nós vamos durar, eu não sei qual será o tempo do nosso “pra sempre”. Mas eu quero que você entenda que a razão disso tudo, o motivo de eu estar em pé, de eu seguir adiante na minha vida, é você. E saiba que você sempre será o meu pretinho, o garoto que me fez voltar a acreditar em todas aquelas coisas que eu julgava serem tolas ou que não existiam. É, eu realmente gosto de você...
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