domingo, 24 de abril de 2011

Não penses, nem por um minuto que existe algo errado ou que eu não estou feliz ao teu lado. Longe disso, é a primeira vez que eu me sinto realmente em paz com os meus sentimentos. E honestamente, eu não entendi o porquê do choro, da dor no coração e da vontade quase incontrolável de não te deixar ir embora, talvez pelo fato de que havia muito tempo que eu não me sentia assim, tão completa e tão feliz, durante tanto tempo....

Mas enfim, eu queria mesmo te escrever pra falar tudo que eu não consegui, tudo aquilo que ficou entalado na garganta hoje. Você sabe de todas elas, mas eu queria primeiramente, te agradecer por ser muito melhor que eu e ainda assim estar comigo. Por ser assim, tão doce, tão fofo, por se preocupar tanto. E queria te agradecer IMENSAMENTE por sempre estar me ouvindo, me abraçando e me fazendo sorrir. Sério, tu não tens noção do quanto tudo isso me faz bem.

E eu queria muito que você soubesse o quanto eu gostei desse feriado. O quanto eu gostei de dormir e acordar ao teu lado, como eu me senti bem de cozinhar pra ti, de ficar deitada olhando você dormir e como as nossas viagens juntos eram gostosas... Eu estou tão feliz ao teu lado, meu amor, tão contente, tão em paz comigo mesma e com o mundo que foi EXTREMAMENTE difícil te deixar entrar naquele ônibus, deixar com que você fosse embora. (E meu deus, eu tenho uma semana inteira pela frente antes de te ver novamente!) É como perder uma parte de mim, sabe? Como se fosse doloroso encarar a vida agora, viver sem ter você ao meu lado o tempo todo, ter que conversar apenas por telefone e imaginar o sorriso, o toque, o jeito lindo que tu tens de sorrir quando fala de algo que você gosta...

Esses cinco dias vão passar rápido, e já já eu vou estar com você nos meus braços e estarei em paz novamente. Eu te amo muito, meu amor, e nem todas as palavras do mundo explicariam o quanto. Obrigada por tudo e principalmente, por estar aqui, há seis meses.


E um ps: O seu pedido de casamento foi o mais lindo de todos! E a ideia ontem, do casamento foi uma das mais bonitas que você já teve... Eu, se fosse você, começava a pensar nessa ideia, hein? Te aaaaaaaaaaaaamo!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

(Antes de qualquer coisa, eu escrevi isso ontem, numa folha de fichário, com uma letra horrível, enquanto eu esperava você me ligar. E agora que passou eu assumo, escrevi isso pesando que você poderia ter sido assassinado, seqüestrado, roubado, jogado da ponte, e obrigado a sumir da vida de todas as pessoas que você conhece. Uma tola boba, eu sei. Mas fazer o que se você não havia me ligado e fazia quase duas horas que a gente tinha se separado? Mas láááá no fundo eu sabia que estava tudo bem. Ok é mentira essa ultima parte. Então eu preferi deixar como eu escrevi, com os mesmos detalhes e comentários avulsos. Divirta-se.)

Eu não sei exatamente o porquê de eu estar escrevendo pra ti agora, mas sei que fui invadida por uma vontade quase incontrolável de te escrever, pra e dizer algumas coisas que eu pensei nesse fim de semana, mas que por alguns fatores acabei não dizendo.
Tenho quase a certeza de que esse texto ficará desconexos em alguns pontos, que um parágrafo não tenha qualquer ligação com o outro, então, peço perdão antecipado, mas saiba que isso é fruto de uma Taynara extremamente nervosa por você não ligar, sendo que você já tinha que ter chego na sua casa. Mas eu sei que está tudo bem e que você já deve estar chegando.

A primeira de todas essas coisas é que o meu dia fica muito melhor quando eu tenho um vislumbre do teu rosto. Eu sei que pode parecer normal, mas quando eu te vejo parado em algum lugar me esperando, é como se o mundo inteiro se enchesse de cor, ficasse mais iluminado, mais colorido, mais real. Como se você fosse o meu sol particular, que me ilumina todos os dias com o seu amor e que eu sempre sei que estará ali, mesmo que eu acabe não vendo você.
E isso me traz coisas tão boas, me faz sentir coisas tão ternas. É uma segurança, uma sensação de não estar nunca sozinha, de sempre saber que sempre existirá alguém que se importa comigo, que vai sempre me amar e me apoiar, sempre irá me incentivar. Eu quero tanto que você sinta essas mesmas coisas por mim...

Outra coisa que eu pensei é em como a nossa relação me apresentou um outro mundo, com novas histórias, sensações e experiências. Mais do que isso, a nossa relação me mostrou uma Taynara que eu não conhecia, muito mais amorosa, mais calma, mais observadora e mais em paz consigo mesmo. Uma Taynara que assuma e aceita que precisa sim de alguém para ser feliz, que descobre forças novas todos os dias para seguir em frente e que aprendeu que amar não significa sofrer.

Nossa relação trouxe outro fato inédito para mim: O fato de eu querer construir uma história longa com alguém. Eu imagino coisas próximas como viagens no fim de semana ou um feriado inteiro só nós dois, marias, coca cola, energética e aquela velha certeza de que é isso que a gente quer pra sempre; como imagino coisas mais distantes, mas que eu desejo com todas as minhas forças, como ficar dois, três anos contigo, morar junto, deitar contigo na NOSSA cama e poder fechar os olhos, enquanto eu escuto a sua respiração rouca e sinto o seu braço em cima de mim e ter a certeza de que quase todos os meus sonhos e desejos estão realizados...

(Pausa dramática: VOCÊ ME LIGOU! VOCÊ NÃO MORREU, NÃO FOI SEQUESTRADO E NEM OBRIGADO A SAIR DA MINHA VIDA! VOCÊ TÁ VIVINHO E QUENTINHO NA SUA CAMA, EM SEGURANÇA. AHH COMO A VIDA É LINDA!)

Uma coisa que eu tive certeza hoje, quando você me abraçou ontem durante o filme é de que eu estava em paz. Que eu estava REALMENTE em paz, que eu não trocaria aquela nosso momento por nada. Que eu não troco a nossa relação por NADA. E pela primeira vez em quatro anos, eu não quis remédios. Eu só queria continuar sentindo o teu abraço enquanto você abria aquele seu sorriso lindo, fechava os olhos e dizia “isso, me ama, eu sou lindo mesmo.” E não é que é verdade aquela história de que a gente encontra a paz quando MENOS espera?

E quase impossível controlar a vontade de sair correndo, pegar o primeiro ônibus e ir te ver quando eu para pra pensar em como você me faz bem e em como você me trata bem. Em como qualquer momento contigo é melhor do que uma vida ao lado de qualquer outra pessoa, como o seu sorriso me motiva a seguir em frente e faz com que eu faça qualquer coisa no mundo pra vê-lo em seu rosto.

Eu só quero te agradecer por ser tão especial comigo, me tratar tão bem e por se importar tanto com a minha felicidade. Quando eu digo que você é o homem da minha vida, que é você que eu quero comigo, que eu não vou te trocar, nem te trair e nem terminar contigo por motivos bobos, saiba que é verdade, que eu nunca vou fazer isso, porque eu não quero olhar para os teus olhos e te ver decepcionado comigo. Você me faz ser uma pessoa muito melhor, me faz querer ser alguém melhor, uma mulher melhor, só pra merecer estar ao seu lado.

Somos espantosamente parecidos. E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim — para não querer, violentamente não querer de maneira alguma que você ache que eu não sinto nada na nossa relação, que eu sinto apenas o normal... Perdoe a minha precariedade e as minhas tentativas inábeis, desajeitadas, de tentar colocar em palavras coisas que eu vou descobrindo e me maravilhando, aos poucos de sentir.

Estou te querendo muito bem neste minuto. Tinha vontade que você estivesse aqui e eu pudesse te mostrar muitas coisas, grandes, pequenas, e sem nenhuma importância, algumas. Tinha vontade de te abraçar, te colocar no meu colo e te mostrar que eu sempre vou tentar fazer a vida ser muito melhor para ti.
Eu te amo muito, meu garoto, e desejo que você acredite nisso e não duvide nunca! Eu quero estar ao seu lado, sempre.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Quando eu paro pra pensar em toda a minha vida, todas as minhas experiências e em tudo que eu vivi, acabo percebendo que tudo foi apenas um aquecimento para a sua presença, uma preliminar. E se eu parar para pensar bem, descubro que eu só comecei a existir no exato momento em que você segurou a minha mão e concordou em me ajudar a carregar aquela velha bagagem emocional. Quando você quis construir uma história comigo.
Ah! O fato de VOCÊ querer construir uma história comigo... Eu poderia passar o dia descrevendo o que eu senti quando você olhou nos meus olhos e disse que havia pensado muito e que queria algo sério, que me queria contigo por muito tempo. É como se a vida, depois de tanto tempo me desse, quem sabe a ultima, oportunidade de ser feliz.
E a minha vida se tornou tão mais fácil e tão mais bonita com você ao meu lado! Eu me tornei uma pessoa mais amigável, mais afável, mais social, mais amorosa, mais em paz comigo mesmo. E passei a acreditar em coisas em que eu deixava de acreditar, como no amor, na felicidade junto de outra pessoa e em confiança. E comecei a querer um futuro longo contigo, queria que aquelas dias se tornassem semanas e meses, e quem sabe até em anos, pois há tempos eu não era tão feliz, não me sentia tão bem.
E a cada mês que a gente completava, eu ficava mais encantada com o que a gente vivia. Eu passeia conhecer alguns detalhes da tua vida que eu dúvida que muita gente conheça e deixei com que você realmente me conhecesse, visse cada defeito, cada fragilidade, cada coisa pequena que me encantava, enfim... Deixei com que você conhecesse o meu mundo e decidisse se queria ou não, fazer parte dele. E quando, mais uma vez, você segurou a minha mão e disse que queria, que só me queria, eu percebi que você era diferente de todos os outros. Que a nossa história seria diferente de todas as outras. Que mesmo que um dia a gente acabe, por qualquer motivo, ela sempre existirá, de uma forma ou de outra. Ela sempre vai estar presente nos nossos sorrisos, nas nossas lembranças, nas nossas cicatrizes e na nossa alma. Acho que nós, finalmente, descobrimos o famoso “pra sempre” que todo mundo procura...
Eu só queria te agradecer por estar aqui há seis meses. Por ser tão especial, por se preocupar comigo e principalmente, por querer que eu faça parte do seu mundo. Por ser aquele cara que toda guria quer chamar de namorado, por ser tão doce e ao mesmo tempo tão racional. Por ser a melhor pessoa do mundo e por me fazer sentir a guria mais feliz do mundo ao teu lado. Eu desejo, de todo o meu coração, que esses seis meses virem um ano, dois...
Eu te amo muito, garoto, e vou lutar por nós todos os dias!

segunda-feira, 28 de março de 2011

<!--[if gte mso 9]> Normal 0 21 false false false PT-BR X-NONE X-NONE MicrosoftInternetExplorer4

É estranho pensar que após algum tempo, o simples falhar da voz de alguém faria meu coração gelar e perder o chão por alguns segundos. Logo eu, que sempre fui tão segura de mim, dos meus atos e das minhas ações. Eu, que até algum tempo atrás, acreditava fielmente que não seria amada, que essas coisas - amar alguém, ficar feliz apenas de sentir o movimento do peito quando ele respira – eram coisas de tolas gurias, que não tinham objetivo, que acreditavam que o príncipe chegaria um Audi branco e que se apaixonaria por ela no exato instante em que seus olhos se encontrassem, acabo, mais uma vez, pagando minha língua, e me vendo cada dia mais apaixonada e encantada com tudo que estamos vivendo.

É óbvio que a nossa relação, desde o começo, foi muito diferente de todas as outras. Você havia acabado de passar por um ano de experiências novas e vivenciado situações que a maioria das pessoas nunca passarão na vida delas. Tinha visto quase tudo aquilo que acreditava ir por água abaixo e acabou colocando em tua cabeça que algumas coisas e sentimentos não existiam. Tu achavas e que viveria bem sem sentimentos. Afinal, quem não sente não sofre, não é mesmo?
E eu, do outro lado, estava com uma única convicção, a que existiam pessoas que nasceram para serem amadas, para viverem um romance feliz, de andar abraçadinho na rua e sentir aquele tão sonhado amor e eu, infelizmente, fazia parte daquele seleto grupo que não amava e não era amado por alguém. E de tanto colocar esse pensamento na minha cabeça, ele acabou se tornando uma verdade, e eu conseguia me relacionar com as pessoas sem sentir qualquer tipo de sentimento. No máximo, um tesão de leve, daqueles que me fazia parar da cama de algum garoto e sair antes dele ter a consciência do que havia acontecido.

Só que por alguma peça do destino, a gente se encontrou, seis meses depois de eu ter te visto por alguns minutos no shopping. O que eu não entendia até então era porque eu não conseguia ser tão fria em relação a você. Porque eu queria saber de você, das tuas historias e das tuas crenças. Porque não podia apenas te tocar, falar o que você queria ouvir, te pegar, ir logo pra tua casa e colocar um fim nesse lance. Mas por mais que eu pensasse que poderia fazer isso contigo, no exato momento em que eu te via, sentia o desejo de querer ficar perto de ti, eu tinha a certeza de que tu eras muito mais do que aquilo que meus olhos – e o de muitas pessoas - viam. Eu sabia que por trás da máscara, por trás do guri feliz e relaxado, havia um alguém que valia a pena conhecer, um alguém que talvez até você tenha esquecido que existia. E movida por um instinto que eu mesma não conhecia, eu deixei todas as minhas guardas de lado, todas as minhas certezas apenas pra descobrir quem você realmente era.

Eu não sei exatamente o porquê, mas sempre que eu penso em onde começou a minha mudança, a imagem que vem em minha cabeça é a de você sorrindo, no ponto do ônibus da casa da Luana, pouco depois da gente ter se beijado pela primeira vez. Você estava relaxado, solto e você sorria com os olhos. Foi nesse momento que a tua beleza ultrapassou os limites físicos e o que você realmente era tocou meu coração. Foi nesse momento que eu tive a certeza de que eu faria qualquer coisa nesse mundo pra ver aquele sorriso várias outras vezes, e fui pega, mais uma vez, por uma vontade que até então, eu tinha a certeza de que nunca sentiria: eu queria ser o motivo daquele sorriso, eu queria que você sorrisse assim toda vez que pensasse em mim e fosse me ver.
Mas pensar nisso era o mesmo que aceitar tudo que havia acontecendo comigo e eu fingia não ver. Era aceitar o que as minhas amigas falavam, era aceitar as bochechas coradas ao ouvir teu nome, era assumir que eu ficava inquieta quando dava meio dia, pois eu sabia que iria te ver, era aceitar que eu usava a desculpa de ir ver a Jéssica apenas para te ver, era aceitar que eu estava querendo me envolver com você. EU, querendo me envolver com outra pessoa, querendo ajudá-la a carregar a bagagem emocional e experimental dela. Eu, querendo fazer parte das histórias e do futuro de apenas uma pessoa. Foi por isso que eu me afastei por duas semanas, pra entender o que eu sentia, pra aceitar e tentar controlar uma mudança inevitável em mim. Hoje, aliás, eu costume pensar que mesmo se nós não tivéssemos tido algo, você mudaria a minha vida pra sempre.

E quando eu te vi na porta da minha escola, quando eu te vi sorrindo falando no celular, quando a sua barba encostou no meu rosto e você me abraçou, eu senti algo que eu nunca havia sentido antes. A minha vontade de ficar contigo, do teu lado, de segurar a tua mão e conversar, era maior do que qualquer coisa que eu havia sentido em minha vida. E no meu aniversário, na hora de fazer o pedido, a única coisa que eu conseguia pensar era no teu sorriso e em como eu queria que aquela sobra escura que rondava os teus olhos, aquela ausência pesada, saísse de você. Mais do que o meu desejo de que ela saísse, eu queria que eu fosse o motivo dessa saída, que eu fosse o motivo de uma alegria, mesmo que fosse pequena. E essa sou eu, me mostrando mais uma vez, egocêntrica e egoísta! (:

E um dia após, no lugar onde eu estava acostumada e criar casos, causar caos e viver lances de segundos, eu te vi vindo, sorrindo, com o olhinho pequeno e sorriso bobo na cara. E quando eu olhei pra ti, de longe, eu sabia que se eu não me controlasse, se eu não ficasse sóbrea, eu acabaria falando algo, acabaria te afastando de mim, acabaria te perdendo antes de te ter. Não que um dia eu te tivesse, mas a hipótese de não ter nem a tua presença enquanto eu esperava o ônibus me assustava, então eu decidi parar de beber e implorar, de joelhos, pra Thabatta não me deixar sozinha contigo. Mas quando eu te vi parado na porta do estúdio, com um cigarro na mão esquerda, uma breja na mão direita e um sorriso chapado no rosto, eu soube que eu precisava te tocar, que eu precisava de você, nem que fosse por alguns instantes. E foi quando, depois de alguns segundos de conversa sem nexo, nós nos beijamos. Acho que foi aí que a nossa história começou a acontecer.

E eu via, embasbacada, que os dias foram virando meses e que a cada mês que a gente comemorava junto, eu desejava outros do teu lado. Eu via, com exaltação e felicidade, aquela ausência sair dos teus olhos e ser substituída por algo que até hoje eu não sei explicar o que é.
E eu vi a minha mudança. Mais do que ver, eu a aceitei. E essa aceitação me trouxe algo que eu não acreditava ser possível, me trouxe paz, um sorriso calmo, uma certeza de que finalmente, existia no mundo alguém que se importava.

Eu sei que eu digo isso sempre, que eu fico muito repetitiva, mas eu quero que você sempre se lembre de que eu sempre serei grata a você, por tudo que você me faz sentir e por me fazer acreditar que eu posso ser o que eu quiser, que a força interior é maior do que todos os ventos contrários. Mas eu queria que tu soubesses também que eu nunca me senti tão protegida na vida como eu me sinto ao teu lado. É uma segurança que até então, eu não sabia que existia. Uma segurança que me faz ter a certeza de que eu posso dormir, nos teus braços, no meio de um quarto cheio de pessoas desconhecidas, sobre efeitos de várias substâncias que nada vai me acontecer, que você não vai deixar nada acontecer.

Eu quero que tu sintas isso por mim também, eu quero que tu sintas o amor que eu sinto e a emoção que me invade toda vez que eu te vejo. Mais do que querer que você sinta esse amor, eu quero merecer ele. Eu te amo tanto Paulo Henrique...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Dizem que as coisas boas demoram para acontecer, mas as coisas realmente boas acontecem em um piscar de olhos. Acredito que nós dois somos uma mistura disso. Demoramos para realmente “entender”, ou até mesmo “aceitar” que nascemos um para o outro, mas ao mesmo tempo tínhamos essa certeza, afinal.. era tão obvio. Eu não acreditava muito que um dia ia conhecer alguém assim como você. Era uma em um milhão de chances, e veja só.. eu te encontrei. Você é um em um milhão.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

São exatamente oito e trinta e sete, e eu não sei porque infernos eu não consigo dormir. Eu fecho os olhos e consigo lembrar de cada detalhe do seu rosto, a forma como ele mudava cada vez que você estava assumindo algo que não aceitava ou entendia muito bem. Lembro também do jeito que você me abraçou, na forma como eu me senti segura e em paz, e o quanto isso me assustou.

Entenda que você não pode chegar, olhar para uma pessoa, dizer as coisas mais bonitas desse mundo e depois falar “esquece”. Não podes também, dar aquele sorriso torto (meu deus, que sorriso lindo!) , olhar para os meus olhos e dizer “pense, não seja impulsiva”. E quando eu falo que eu sabia de tudo que eu sentia, você apenas ficou olhando para o meu rosto, sem dizer nada. Porra menino, você não sabe a confusão que eu estou agora! Aliás, duvido que algum dia você saiba, mas eu sempre fui alguém tão segura do que eu quero.. Eu sempre fui o tipo de pessoa que consegue o que quer, por quanto tempo quer, sem se apegar. Mas por algum motivo, ouvir as suas palavras mexeram comigo de uma forma que eu não consigo entender e nem mesmo explicar. Sei que a minha única vontade é te colocar na minha cama, olhar pra você e dizer tudo que ta acontecendo, como eu estou confusa, como a minha defesa está alerta e como o meu coração está lutando com a razão.

Estás percebendo o erro? É, ele está no momento em que eu falei “coração”. Não, eu não posso ouvir isso, eu não posso ser uma pessoa emotiva. Não posso. Mas ao mesmo tempo que eu tento lutar contra isso, sinto algo MUITO mais forte que eu que diz: “Vai, arrisca, você sabe que pode ser diferente. Se você se magoar, você recomeça.” E algo em mim quer arriscar, algo que é bem mais forte que eu....

Enfim, não vou te ver por um tempo, preciso de todas as minhas guardas prontas para poder olhar nos teus olhos de novo. Não sei o que vai acontecer, se você terá se arrependido, se eu vou ter coragem de arriscar, mas no momento eu estou tão cansada de pensar no que PODE acontecer, que eu simplesmente quero que a vida continue, e que as coisas fluam.

Outra coisa que eu não consigo esquecer, e me arrependo imensamente de não ter te dito isso hoje: Quando eu disse no MSN que gostava de contrastes, que os achava bonitos, eu me referia a você. Sim, foi uma alusão barata, mas foi o modo que eu consegui demonstrar que, mesmo eu pouquíssimo tempo, você era especial, de um jeito que nem eu sei explicar. Durma bem garoto, e você nunca saberá desse texto.

Nunca diga nunca, não é mesmo? Haha

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

É Paulo Henrique... Eu nunca pensei que um dia seria capaz de amar alguém. Porque vamos ser sinceros, essa história de amor é muito bonita, traz vários sorrisos, mas eu tinha a impressão de que não era pra qualquer um, sabe? Que o tal 'amor' já estava tão banalizado que era impossível amar alguém sem seguir certos paradigmas ou sem pedir que a pessoa renunciasse a certos hábitos. E eu já estava conformada com isso. Achava que deveria ser extremamente difícil conviver mais de duas semanas com alguém, ter que lidar com o seu passado, seus medos e inseguranças. E tinha a certeza de que isso não era pra mim, pois eu não lido nem com os meus medos, vou ajudar outra pessoa a lidar com os seus?

Mas eu te conheci, e me identifiquei contigo. Era fácil falar perto de ti, ser eu mesma, lidar com algumas inseguranças. Era como se, depois de dezessete anos, eu finalmente pudesse me mostrar e não falar apenas o que a outra pessoa gostaria ou esperaria ouvir. E eu gostava disso, dessa sensação que você me passava quando ria ou ficava me escutando falar, e gostava ainda mais do jeito que você procurava os meus olhos quando eu falava algo mais sério. Antes, eu achava que era apenas porque você gostava da cor deles, mas depois eu finalmente percebi que essa é a sua forma de dizer “estou aqui, eu me importo”. Confesso que foi o seu olhar que me salvou aquele dia no ponto. Que foi ele que me fez seguir em frente diversas vezes e que não me deixa desistir de tudo.
(E a propósito, toda vez que você me olha daquele jeito, eu sinto uma sinceridade tão grande em ti! Acho que foi isso que me fez confiar tanto em ti em tão pouco tempo.)

E no meu aniversário, quando você disse tudo aquilo, eu não conseguia não acreditar. Eu não conseguia me forçar a dizer que não queria, que estava bem sozinha, porque no exato momento que você disse que sentia algo por mim, eu senti o meu coração apertar de uma forma incrível, como se ele clamasse por sentir algo, como se ele pedisse para eu não me fechar, não sentir medo. E pela primeira vez, eu não tive medo. Eu conseguia ver que pra você estava sendo difícil falar tudo aquilo, aceitar aquele sentimento, e que você estava passando por cima de várias promessas que tu havia feito para si mesmo. Não havia como duvidar, como não acreditar em tudo aquilo. E foi aí que eu percebi que alho estava mudando.

As semanas foram passando, eu fui te contando coisas que até então eu não sabia sobre mim e você ia me narrando suas histórias, seu passado e suas inseguranças. Eu percebia que toda aquela muralha que eu havia construído em volta de mim ia desmoronando cada vez que você sorria e me estimulava a falar sobre as minhas histórias ou te explicar alguns conceitos que eu tinha. Após um mês, eu não conseguia controlar mais a minha vontade de te contar tudo e permitir que você conhecesse os detalhes mais estranhos da minha vida. Não conseguia controlar também a vontade de ficar ao teu lado, nem que fosse no meio dos nossos amigos, rindo das bobeiras e das histórias. Essa vontade aumentava cada vez que eu te via, e eu me sentia martirizada de ter que ir embora e te deixar, saber que eu não ia mais sentir o seu abraço e nem receber o seu beijo. Cada hora que eu passava longe de ti me matava um pouco. Mas isso era errado, eu estava me transformando de uma forma perceptível! Minhas amigas falavam sobre sorrisos sem explicação, suspiros e maçãs do rosto coradas. Eu ia às festas e ficava extremamente feliz de apenas beber, sentar com uma amiga ou com os meninos e rir, enquanto eu tentava entender como se jogava truca e acabava com um maço de qualquer cigarro. E quando eu era perguntada por que estava tão ‘de boa’ e tranqüila, me contentava em dizer que eu estava feliz com o que eu tinha.

E no meio de tantas histórias e sentimentos conflitantes, eu te perdi. Por meia hora, por míseros minutos, mas eu nunca nunca nunca passei por algo tão angustiante como isso. Eu estava divida, minha razão falava que eu deveria estar tranqüila, que eu não havia feito nada, que a decisão era sua e que você teria que arcar com as conseqüências, mas o coração falava que não, que eu não podia te deixar partir daquele jeito, que você era a melhor coisa que já havia acontecido na minha vida e que te perder, assim sem lutar, seria um dos maiores arrependimentos da minha ida. Então eu fiz a única coisa que eu conseguia, que era falar. Eu te falei de tudo que eu senti, desde a primeira vez que eu te vi. De como o desejo se transformou em carinho, passou para interesse e se transformou em carinho, paixão... E quando eu falava tudo isso, percebia que eu não gostava mais de ti, que isso era muito pouco para o que eu sentia. Porque eu estava passando por cima de tudo que eu já havia feito na minha vida apenas pra tentar ficar contigo, pra não te perder. Mas não podia ser amor, eu não podia estar amando, eu não era capaz disso! Veja bem, existe uma grande diferença entre ler uma coisa nos livros, vê-la em filmes e viver essa coisa. Como que eu poderia estar te amando? Como, se um mês antes você havia dito que não acreditava mais em amor? Como eu poderia amar uma pessoa que tinha esse medo? Não havia como, pois você e eu lutávamos contra isso.
Mas a gente não escolhe com quem vai sonhar quando coloca a cabeça no travesseiro, não é mesmo? Eu não conseguia mais lutar contra esse sentimento, não conseguia fingir que era só um lance. E eu pensava nas diversas formas de te dizer sobre isso, de tentar te provar que dessa vez ia ser diferente, que eu não ia brincar contigo, que ia valer a pena, que eu ia fazer de tudo pra te ver feliz, sorrindo. Mas eu não sabia como abordar o tema, como falar disso sem te assustar.

Até que o dia vinte e oito de dezembro chegou. Nós íamos passar quatro ou cinco dias juntos, e eu sabia que eu falaria em algum momento, porque eu não poderia viver com a incerteza do “e se..” . Foi então que na madrugada, perto das sete da manhã, você me abraçou e disse “quando eu bebo, eu fico mais corajoso e falo o que eu não tenho coragem de dizer sóbrio...” e ficou quieto. E foi nesse momento que eu soube que você sentia o mesmo, e eu não tive medo de dizer que te amava. Quando eu disse isso, foi como se eu finalmente tivesse aceitado a minha transformação, como se eu confirmasse que era você o amor da minha vida, o menino que me mudou e o motivo de todos os meus sorrisos.

E eu amo cada pedaço seu. Eu amo teus sorrisos, teus olhos, tua boca e tua barba linda. Amo teus braços, teu peito, tua barriga e a tua covinha. Amo o jeito como você me abraça, como me olha quando está sério e quando dá aquele sorriso só pra irritar. Amo o jeito como você testa a minha paciência, como você me faz rir com seus comentários bobos e como você me beija. Amo o jeito como você me abraça nas chuvas, como você me protege e como você me gira cada vez que a gente se encontra. Amo o seu mau humor quando você está com fome, o seu jeitinho de detestar água do banho gelada e a sua carinha quando me pede pra fazer algo que você sabe que a resposta vai ser não. Eu amo MUITO o jeito como você me olha quando eu começo a falar algo sobre a minha vida, como você segura a minha mão em momentos em que eu estou nervosa e do seu toque reconfortante. Eu amo a sua presença, o jeito como você sorri, amor cada pedacinho teu, mas amo ainda mais a tua ausência, porque é ela que me faz ver o quanto você é importante na minha vida e como eu não existiria sem você.

Você é o homem da minha vida e deve estar cansado de ouvir isso. Mas eu te amo muito, amor. E não vou fazer nada que possa te magoar e... Bem, a única coisa que eu posso realmente te dar certeza é que cada vez que o meu coração bate, eu escuto o teu nome. Eu te amo muito meu menino, meu pretinho, meu motivo de respirar. E quero você feliz sempre!