quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

São exatamente oito e trinta e sete, e eu não sei porque infernos eu não consigo dormir. Eu fecho os olhos e consigo lembrar de cada detalhe do seu rosto, a forma como ele mudava cada vez que você estava assumindo algo que não aceitava ou entendia muito bem. Lembro também do jeito que você me abraçou, na forma como eu me senti segura e em paz, e o quanto isso me assustou.

Entenda que você não pode chegar, olhar para uma pessoa, dizer as coisas mais bonitas desse mundo e depois falar “esquece”. Não podes também, dar aquele sorriso torto (meu deus, que sorriso lindo!) , olhar para os meus olhos e dizer “pense, não seja impulsiva”. E quando eu falo que eu sabia de tudo que eu sentia, você apenas ficou olhando para o meu rosto, sem dizer nada. Porra menino, você não sabe a confusão que eu estou agora! Aliás, duvido que algum dia você saiba, mas eu sempre fui alguém tão segura do que eu quero.. Eu sempre fui o tipo de pessoa que consegue o que quer, por quanto tempo quer, sem se apegar. Mas por algum motivo, ouvir as suas palavras mexeram comigo de uma forma que eu não consigo entender e nem mesmo explicar. Sei que a minha única vontade é te colocar na minha cama, olhar pra você e dizer tudo que ta acontecendo, como eu estou confusa, como a minha defesa está alerta e como o meu coração está lutando com a razão.

Estás percebendo o erro? É, ele está no momento em que eu falei “coração”. Não, eu não posso ouvir isso, eu não posso ser uma pessoa emotiva. Não posso. Mas ao mesmo tempo que eu tento lutar contra isso, sinto algo MUITO mais forte que eu que diz: “Vai, arrisca, você sabe que pode ser diferente. Se você se magoar, você recomeça.” E algo em mim quer arriscar, algo que é bem mais forte que eu....

Enfim, não vou te ver por um tempo, preciso de todas as minhas guardas prontas para poder olhar nos teus olhos de novo. Não sei o que vai acontecer, se você terá se arrependido, se eu vou ter coragem de arriscar, mas no momento eu estou tão cansada de pensar no que PODE acontecer, que eu simplesmente quero que a vida continue, e que as coisas fluam.

Outra coisa que eu não consigo esquecer, e me arrependo imensamente de não ter te dito isso hoje: Quando eu disse no MSN que gostava de contrastes, que os achava bonitos, eu me referia a você. Sim, foi uma alusão barata, mas foi o modo que eu consegui demonstrar que, mesmo eu pouquíssimo tempo, você era especial, de um jeito que nem eu sei explicar. Durma bem garoto, e você nunca saberá desse texto.

Nunca diga nunca, não é mesmo? Haha

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

É Paulo Henrique... Eu nunca pensei que um dia seria capaz de amar alguém. Porque vamos ser sinceros, essa história de amor é muito bonita, traz vários sorrisos, mas eu tinha a impressão de que não era pra qualquer um, sabe? Que o tal 'amor' já estava tão banalizado que era impossível amar alguém sem seguir certos paradigmas ou sem pedir que a pessoa renunciasse a certos hábitos. E eu já estava conformada com isso. Achava que deveria ser extremamente difícil conviver mais de duas semanas com alguém, ter que lidar com o seu passado, seus medos e inseguranças. E tinha a certeza de que isso não era pra mim, pois eu não lido nem com os meus medos, vou ajudar outra pessoa a lidar com os seus?

Mas eu te conheci, e me identifiquei contigo. Era fácil falar perto de ti, ser eu mesma, lidar com algumas inseguranças. Era como se, depois de dezessete anos, eu finalmente pudesse me mostrar e não falar apenas o que a outra pessoa gostaria ou esperaria ouvir. E eu gostava disso, dessa sensação que você me passava quando ria ou ficava me escutando falar, e gostava ainda mais do jeito que você procurava os meus olhos quando eu falava algo mais sério. Antes, eu achava que era apenas porque você gostava da cor deles, mas depois eu finalmente percebi que essa é a sua forma de dizer “estou aqui, eu me importo”. Confesso que foi o seu olhar que me salvou aquele dia no ponto. Que foi ele que me fez seguir em frente diversas vezes e que não me deixa desistir de tudo.
(E a propósito, toda vez que você me olha daquele jeito, eu sinto uma sinceridade tão grande em ti! Acho que foi isso que me fez confiar tanto em ti em tão pouco tempo.)

E no meu aniversário, quando você disse tudo aquilo, eu não conseguia não acreditar. Eu não conseguia me forçar a dizer que não queria, que estava bem sozinha, porque no exato momento que você disse que sentia algo por mim, eu senti o meu coração apertar de uma forma incrível, como se ele clamasse por sentir algo, como se ele pedisse para eu não me fechar, não sentir medo. E pela primeira vez, eu não tive medo. Eu conseguia ver que pra você estava sendo difícil falar tudo aquilo, aceitar aquele sentimento, e que você estava passando por cima de várias promessas que tu havia feito para si mesmo. Não havia como duvidar, como não acreditar em tudo aquilo. E foi aí que eu percebi que alho estava mudando.

As semanas foram passando, eu fui te contando coisas que até então eu não sabia sobre mim e você ia me narrando suas histórias, seu passado e suas inseguranças. Eu percebia que toda aquela muralha que eu havia construído em volta de mim ia desmoronando cada vez que você sorria e me estimulava a falar sobre as minhas histórias ou te explicar alguns conceitos que eu tinha. Após um mês, eu não conseguia controlar mais a minha vontade de te contar tudo e permitir que você conhecesse os detalhes mais estranhos da minha vida. Não conseguia controlar também a vontade de ficar ao teu lado, nem que fosse no meio dos nossos amigos, rindo das bobeiras e das histórias. Essa vontade aumentava cada vez que eu te via, e eu me sentia martirizada de ter que ir embora e te deixar, saber que eu não ia mais sentir o seu abraço e nem receber o seu beijo. Cada hora que eu passava longe de ti me matava um pouco. Mas isso era errado, eu estava me transformando de uma forma perceptível! Minhas amigas falavam sobre sorrisos sem explicação, suspiros e maçãs do rosto coradas. Eu ia às festas e ficava extremamente feliz de apenas beber, sentar com uma amiga ou com os meninos e rir, enquanto eu tentava entender como se jogava truca e acabava com um maço de qualquer cigarro. E quando eu era perguntada por que estava tão ‘de boa’ e tranqüila, me contentava em dizer que eu estava feliz com o que eu tinha.

E no meio de tantas histórias e sentimentos conflitantes, eu te perdi. Por meia hora, por míseros minutos, mas eu nunca nunca nunca passei por algo tão angustiante como isso. Eu estava divida, minha razão falava que eu deveria estar tranqüila, que eu não havia feito nada, que a decisão era sua e que você teria que arcar com as conseqüências, mas o coração falava que não, que eu não podia te deixar partir daquele jeito, que você era a melhor coisa que já havia acontecido na minha vida e que te perder, assim sem lutar, seria um dos maiores arrependimentos da minha ida. Então eu fiz a única coisa que eu conseguia, que era falar. Eu te falei de tudo que eu senti, desde a primeira vez que eu te vi. De como o desejo se transformou em carinho, passou para interesse e se transformou em carinho, paixão... E quando eu falava tudo isso, percebia que eu não gostava mais de ti, que isso era muito pouco para o que eu sentia. Porque eu estava passando por cima de tudo que eu já havia feito na minha vida apenas pra tentar ficar contigo, pra não te perder. Mas não podia ser amor, eu não podia estar amando, eu não era capaz disso! Veja bem, existe uma grande diferença entre ler uma coisa nos livros, vê-la em filmes e viver essa coisa. Como que eu poderia estar te amando? Como, se um mês antes você havia dito que não acreditava mais em amor? Como eu poderia amar uma pessoa que tinha esse medo? Não havia como, pois você e eu lutávamos contra isso.
Mas a gente não escolhe com quem vai sonhar quando coloca a cabeça no travesseiro, não é mesmo? Eu não conseguia mais lutar contra esse sentimento, não conseguia fingir que era só um lance. E eu pensava nas diversas formas de te dizer sobre isso, de tentar te provar que dessa vez ia ser diferente, que eu não ia brincar contigo, que ia valer a pena, que eu ia fazer de tudo pra te ver feliz, sorrindo. Mas eu não sabia como abordar o tema, como falar disso sem te assustar.

Até que o dia vinte e oito de dezembro chegou. Nós íamos passar quatro ou cinco dias juntos, e eu sabia que eu falaria em algum momento, porque eu não poderia viver com a incerteza do “e se..” . Foi então que na madrugada, perto das sete da manhã, você me abraçou e disse “quando eu bebo, eu fico mais corajoso e falo o que eu não tenho coragem de dizer sóbrio...” e ficou quieto. E foi nesse momento que eu soube que você sentia o mesmo, e eu não tive medo de dizer que te amava. Quando eu disse isso, foi como se eu finalmente tivesse aceitado a minha transformação, como se eu confirmasse que era você o amor da minha vida, o menino que me mudou e o motivo de todos os meus sorrisos.

E eu amo cada pedaço seu. Eu amo teus sorrisos, teus olhos, tua boca e tua barba linda. Amo teus braços, teu peito, tua barriga e a tua covinha. Amo o jeito como você me abraça, como me olha quando está sério e quando dá aquele sorriso só pra irritar. Amo o jeito como você testa a minha paciência, como você me faz rir com seus comentários bobos e como você me beija. Amo o jeito como você me abraça nas chuvas, como você me protege e como você me gira cada vez que a gente se encontra. Amo o seu mau humor quando você está com fome, o seu jeitinho de detestar água do banho gelada e a sua carinha quando me pede pra fazer algo que você sabe que a resposta vai ser não. Eu amo MUITO o jeito como você me olha quando eu começo a falar algo sobre a minha vida, como você segura a minha mão em momentos em que eu estou nervosa e do seu toque reconfortante. Eu amo a sua presença, o jeito como você sorri, amor cada pedacinho teu, mas amo ainda mais a tua ausência, porque é ela que me faz ver o quanto você é importante na minha vida e como eu não existiria sem você.

Você é o homem da minha vida e deve estar cansado de ouvir isso. Mas eu te amo muito, amor. E não vou fazer nada que possa te magoar e... Bem, a única coisa que eu posso realmente te dar certeza é que cada vez que o meu coração bate, eu escuto o teu nome. Eu te amo muito meu menino, meu pretinho, meu motivo de respirar. E quero você feliz sempre!